E se a gente voasse?

Quem nunca desejou poder voar? Será que é por isso que criamos invenções voadoras, como os aviões, os balões e os papagaios? Seja por qual motivo for, não dá para negar que é bem legal enxergá-las lá em cima no céu. Hoje é dia de soltar papagaio no Cineminha On-line! Assista ao curta:

  

 

 

Ficha Técnica

Filme: Papagaio Verde
Local: Belo Horizonte, MG/Brasil
Ano: 2017
Duração: 8 minutos
Direção: Anderson Lima
Produção: Edinho Vieira
Realização: Cinecipó – Festival de Cinema Insurgente

 

Para refletir:

A história apresentada no filme é uma ficção, uma história inventada. Mesmo assim, vendo o curta, é possível ter uma ideia de como são os momentos de diversão das crianças da Ocupação Esperança, pois a história é inspirada no cotidiano delas. Você se lembra de que no último Cineminha On-line conversamos um pouco sobre como as fotografias podem ajudar a contar histórias? Histórias de vida, como a do avô de João, o menininho do filme A Câmera de João, ou até histórias de uma Comunidade inteira, como as da exposição Retratistas do Morro. Na verdade, não são só as fotos que têm essa capacidade, as imagens em movimento também podem ser usadas para nos trazer informações sobre o tempo, o lugar e as pessoas, que ficam registradas ali. Tudo isso tem a ver com a memória também, com ser lembrado! Filmes como esse que vimos, fotos como as dos Retratistas do Morro têm a capacidade de nos mostrar histórias que muitas vezes não estão nos livros, na televisão, nas falas, mas que deveriam estar, pois são igualmente importantes e não devem ficar esquecidas. 

 

Foto: Divulgação.

 

Curiosidade: 

Vimos que em certo momento da história há uma pequena confusão gerada pelos diferentes significados da palavra “papagaio”, que tanto pode dar nome a um brinquedo quanto a alguns tipos de aves. Os papagaios que são brinquedos, por sua vez, são utilizados por crianças, adolescentes e até adultos, em várias regiões do Brasil e do mundo, e também recebem diferentes nomes, dependendo de onde se encontram, como pipa, raia ou arraia, quadrado, pandorga, cafifa, dentre muitos outros! E aí onde você mora, como é chamado esse brinquedo?

Os papagaios se apresentam em uma grande variedade de cores, formas e desenhos e geralmente são feitos com varetas de bambu e com papel de seda ou plástico, podendo-se reutilizar sacolas, como os meninos do filme fazem. Soltar papagaio pode ser uma atividade muito saudável e divertida, mas para isso deve ser feita em um local adequado, longe da rede elétrica, e não se deve utilizar cerol, pois seu poder cortante pode causar graves acidentes.

Atividade: 

Você já observou como a forma do papagaio é interessante? Mesmo que seja uma forma simples, pode se transformar em coisas bem legais. Nesta atividade, apresentamos a dobradura conhecida como Base Pipa ou Base do Sorvete, que faz parte do Origami, que é a arte de dobrar papéis. Muitos modelos de Origami são criados a partir de bases, que são formas simples que servem para montar vários modelos. Com essa base, você pode criar uma miniatura única de papagaio para decorar o que você quiser, ou até, uma imagem bem elaborada, usando várias delas. Que tal experimentar fazer os seus? 

Materiais necessários:

  • Folhas de papel em formato quadrado (pode ser branca ou de várias outras cores)
  • Materiais para decorar suas formas (pode ser caneta, lápis ou giz de cera)
  • Outro papel e cola (se quiser colar as dobraduras em um papel) 
  • Fita adesiva (se quiser fixar suas formas em outras superfícies da casa)

Para fazer as dobras, siga o diagrama abaixo: 

 

Ilustração: Naiara Rocha.

 

1° – Dobre o seu quadrado de papel na diagonal para marcar o meio. 

2° – Desdobre e leve cada uma das pontas até a dobra feita no primeiro passo.

3° – Está pronta a sua dobradura, que agora pode ser decorada como você quiser.

 

Ilustração: Naiara Rocha

 

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Sobre as autoras:

Ana Luiza Emerich é licenciada em Artes Visuais, mestra em Artes, professora da Rede Estadual de Ensino, professora e mediadora na Escola de Artes Visuais do Cefart – FCS.

Naiara Rocha é bacharel e licenciada em Artes Visuais, graduada em Pedagogia, mediadora e professora na Escola de Artes Visuais e na Escola de Tecnologia da Cena do Cefart – FCS.