Tem tesouro nesta praia!

Você sabe o que é sambaqui? E samba? Será que existe alguma relação entre as duas coisas? Assista ao curta-metragem “O Samba Daqui” e leia o nosso texto para saber mais!

(Versão com libras)

 

Ficha Técnica:

Filme: O Samba Daqui

Local: Florianópolis, Santa Catarina

Ano: 2014

Duração: 15 minutos

Direção e roteiro: Melina Curi

Trilha Sonora: Silvio Mansani

Elenco: Manoela Curi, Diogo Silveira, Sérgio Mamberti, Paola Cipriano, Maria Eduarda Cunha, Cora Laballe

Para refletir: 

No curta-metragem vemos cenas que acontecem em praias que existem de verdade, como a Praia dos Açores e a Praia do Sambaqui, as duas localizadas em  Florianópolis, no estado de Santa Catarina. Nesses lugares encontra-se uma grande variedade de animais que vivem no mar, entre eles ostras, mariscos e mexilhões. Eles pertencem a um grupo conhecido como moluscos, que são animais que possuem um corpo mole. Alguns moluscos têm uma concha que cobre e protege o seu corpo, como os caracóis, caramujos, ostras e mexilhões. Outros não possuem essa concha, como é o caso das lesmas e dos polvos. 

Quando esses animais morrem, seu corpo é decomposto rapidamente, mas suas conchas ainda permanecem na areia das praias ou no fundo do mar por muito tempo. Mesmo que a concha não abrigue mais um animal, ela ainda tem um papel importante no ambiente marinho e deve ser mantida onde se encontra até que se decomponha também. É verdade que as conchas são muito bonitas e costuma dar vontade de guardá-las como lembrança, mas se todo mundo resolvesse tirá-las das praias, isso prejudicaria o meio ambiente. 

Ilustração: Ana Emerich.

Quando o avô de Aninha e Léo fala com eles que é proibido tirar os mariscos da costa, ele está dizendo sobre a importância de se preservar esse ambiente, pois se todo mundo tirar, não vai sobrar nada. Existem leis que servem para regular atividades como a pesca e o comércio desses animais, justamente para que elas causem o menor impacto possível no meio ambiente, preservando-o.  

Santa Catarina possui a maior concentração de sambaquis do país. Como falado no curta, os sambaquis são como um “cemitério” de conchas e esqueletos de vários animais, além de outros componentes. Eles foram sendo acumulados pelos seres humanos que viveram no litoral do Brasil há milhares de anos. Os sambaquis são importantes como um tesouro a ser protegido, pois contam parte do nosso passado e da nossa história, que também precisa ser preservada. 

Imagem: Divulgação.

Curiosidades: 

Você reparou que o título “O Samba Daqui” é um trocadilho, um jogo de palavras? O nome do filme é uma brincadeira com a palavra sambaqui, que tem origem tupi e significa “amontoado de conchas”. Ao mostrar certos instrumentos musicais e trazer uma música cantada em roda de capoeira, o curta-metragem também apresenta um outro elemento importante da nossa história: o samba. 

Samba é o nome que se dá a uma dança e também a um estilo musical, um tipo de música, que surgiu há mais de cem anos. O samba, como é conhecido hoje, é um estilo bastante diverso. Ele se desenvolveu de diferentes formas em vários lugares do país, principalmente nos estados da Bahia e do Rio de Janeiro, tendo uma forte influência de cantos e danças de certos países africanos. Samba-canção, samba-enredo, partido-alto e samba de roda são algumas de suas variações. 

Imagem: Divulgação.

O samba de roda, por exemplo, tem uma forte ligação com a capoeira, que é uma luta e também uma dança muito ligada à resistência. O berimbau, instrumento que aparece sendo tocado no início do filme, é um instrumento bastante comum nas rodas de capoeira. Ele também aparece em uma das cenas finais do filme, junto com outros instrumentos musicais muito usados no samba, como o chocalho e o pandeiro.  

Imagem: Divulgação.

Você reparou no samba que aparece em alguns momentos do filme? Veja um trechinho abaixo:

“(…)

Samba de lá, samba daqui

Vem cá brincar, se divertir

Para espantar a solidão, entra na roda e bate com a mão

Se alguma coisa te chateia, entra na roda e bate com a mão

Para aquecer o coração, entra na roda e bate com a mão

A vida clareia”

Para saber mais:

Para assistir o making of do filme, clique aqui. 

Para acessar a versão do filme com audiodescrição, clique aqui.

Imagem: Divulgação.

Sobre as autoras:

Ana Luiza Emerich é licenciada em Artes Visuais, mestra em Artes, professora da Rede Estadual de Ensino, professora e mediadora na Escola de Artes Visuais do Cefart – FCS.

Naiara Rocha é bacharel e licenciada em Artes Visuais, graduada em Pedagogia, mediadora e professora na Escola de Artes Visuais e na Escola de Tecnologia da Cena do Cefart – FCS.